Financiamento Imobiliário em 2026: o que Mudou e Como se Preparar para Comprar
Entenda as novas regras do financiamento imobiliário em 2026, o teto do SFH, a cota de 80% e como se preparar para comprar seu imóvel.
EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
8/5/20263 min read
Se o sonho da casa própria sempre pareceu um pouco mais distante por causa da entrada exigida ou do valor máximo permitido para financiar, 2026 trouxe mudanças que podem facilitar esse caminho. Com a liberação de recursos represados e ajustes nas regras do financiamento imobiliário, o cenário ficou um pouco mais favorável para quem está se planejando para comprar o primeiro imóvel.
Vamos entender o que mudou e como se preparar.
O que mudou nas regras do financiamento
Teto de avaliação do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões — o que amplia a quantidade de imóveis que podem ser financiados dentro dessa modalidade, com condições mais vantajosas que o crédito imobiliário tradicional.
A cota de financiamento voltou a 80% do valor do imóvel para imóveis usados em algumas linhas, reduzindo o valor de entrada necessário — antes, alguns bancos vinham restringindo esse percentual.
Mais recursos disponíveis para o crédito habitacional, depois da liberação de valores represados pelo Banco Central, o que ajuda a destravar financiamentos que estavam mais escassos.
Por que isso aconteceu mesmo com a Selic ainda alta
Pode parecer estranho: mesmo com a taxa Selic em um patamar elevado, os juros do financiamento imobiliário vêm operando abaixo dela, geralmente entre 11% e 12% ao ano. Isso acontece porque boa parte do dinheiro usado para esse tipo de crédito vem da poupança, dentro do sistema SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) — um funding com custo mais controlado, que não acompanha a Selic na mesma intensidade que outras linhas de crédito.
Comparando as principais modalidades
SFH (Sistema Financeiro de Habitação): voltado a imóveis de menor valor, com juros mais controlados e teto de avaliação de até R$ 2,25 milhões.
SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário): usado para imóveis de valor mais alto, sem o teto do SFH, mas geralmente com juros um pouco maiores.
Minha Casa Minha Vida: programa com subsídios do governo, voltado a famílias de renda mais baixa, com as menores taxas de juros do mercado.
O que considerar antes de financiar
Avalie o Custo Efetivo Total (CET), não apenas a taxa de juros anunciada — ele mostra o custo real da operação, incluindo seguros e outras taxas.
Compare SAC e Price, os dois principais sistemas de amortização: no SAC, as parcelas começam maiores e diminuem com o tempo; no Price, elas permanecem fixas ao longo do contrato.
Considere usar o FGTS, se tiver saldo disponível — ele pode ser usado tanto para reduzir a entrada quanto para abater parcelas, dependendo da modalidade escolhida.
Simule em mais de um banco, já que as condições podem variar bastante, principalmente para quem tem relacionamento prévio com a instituição (como recebimento de salário).
Um passo a passo simples para se preparar
Organize suas finanças e quite dívidas com juros altos antes de assumir um compromisso de longo prazo como um financiamento.
Construa uma reserva para a entrada, mesmo que o percentual mínimo exigido tenha diminuído — uma entrada maior reduz o valor total pago em juros.
Verifique seu nome no CPF e mantenha um bom histórico de crédito, já que isso influencia diretamente as condições oferecidas.
Simule o financiamento com antecedência, para entender se a parcela cabe confortavelmente no seu orçamento — o ideal é que o comprometimento com crédito habitacional não ultrapasse 30% da renda familiar.
O aprendizado por trás da notícia
Regras mais favoráveis ajudam, mas não substituem o preparo financeiro individual. Antes de aproveitar um cenário de juros mais baixos ou de exigências menores, vale reforçar o básico: organizar o orçamento, quitar dívidas caras e entender exatamente o que cabe no seu bolso no longo prazo.
Quer entender melhor como calcular quanto da sua renda pode ser comprometida com dívidas? Confira nosso artigo sobre o consignado CLT aqui no blog.
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